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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Muscles ≠ Brains

Afinal sempre é verdade. Eu sei que um caso não deva ser justificação para todos, mas facto é facto.
Hoje enquanto estudava na biblioteca, além de reparar em tudo o que se mexia, apareceu um individuo com a sua estatura em V, que qualquer pessoa repararia. Escusado será dizer que as pernas do rapaz deviam sofrer diariamente, pois não sei como é que alguém só se preocupa da cintura para cima (risos). Impressionou-me quando sacou das folhas e começou estudar. Deve ser aquilo que elas todas procuram, músculos, good looking e brains.
Pois é. Mas tal coisa não existe. Quando o rapaz decide atender o telemóvel na biblioteca, e em que todas as frases começavam com, “Puto”, deixa muito a desejar. Até porque o rapaz estava chateado, com o outro interlocutor, porque ontem, quando ele não tinha nada para fazer, não o tinham convidado para a praia, e hoje que tinha teste é que o convidavam. (Risos). Risos da conversa, uma conversa de autentico macho-men, mas não vou entrar por ai.
Certo é que o melhor músculo que temos é o cérebro, pois quando está em forma ninguém o para e é sempre bem apreciado. Já o contrario, quando o músculo é quem manda, esqueçam, coisa boa não é de certeza!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Da Educação

Ouvia-se assim,
"Não obtiveste resultados, não te esforçaste então vais ficar sem Internet e sem saídas no Verão!"

Penso por momentos se, estes pais subordinados de alguém, fossem postos à prova da mesma maneira.
"O senhor não deixa a casa de banho em condições depois de utiliza-la então não recebe aumento"

É só assim, que vejo a analogia e a realidade que se assenta em muitas famílias portuguesas. Onde é que uma criança ou adolescente se motiva retirando aquilo que a diverte e descontrai, quando o resultado da sua pseudo-obrigação é baixa?
Sim, digo pseudo-obrigação porque para esta faixa etária, os estudos não são estímulos de vida, não são obrigação e razão imprescindível para sobreviverem enquanto tiverem um superior que lhes dá dinheiro, tecto, e alimento.

Esta questão não é fácil de abordar, mas entendo que não é a cortar naquilo que eles gostam que os motiva e fá-los querer dar um passo ainda maior, para alcançar o que lhe foi retirado! Até porque mais tarde ou mais cedo, o castigo é apaziguado.