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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Porquê greve?

"Minha alma é uma orquestra oculta;
não sei que instrumentos tangem e rangem,
cordas e harpas, timbales e tambores,
dentro de mim. Só me conheço como sinfonia."

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego

O povo é que mais ordena, e ordenou a mudança de uma política governamental fascista para uma democracia mais justa. Hoje quem ordena é o povo do povo, querem mudança, mas não sabem para quê, devido à sua ignorância.

Foi agendada uma greve geral para dia 24 de Novembro. Quer isto dizer que em principio um sector social parará por completo nesse dia, neste caso a função pública. Mas com que objectivo? Ah sim, um Portugal melhor, mais salários, menos taxas, abaixo o governo ... blá blá blá. Disparatar é fácil, argumentar é que já é mais difícil. Nunca ninguém se preocupou em ensinar política ou governação ou outros assuntos relacionados, e os que se preocuparam em aprender, ou não praticam ou estão fora do Pais. Hoje o povo não ordena, hoje o povo ajuda e coopera. Ou pelo menos devia. Mas não; 'vamos fazer greve, porque assim isto volta tudo ao normal'. Vejam a França, mais dois anos de trabalho, é só o que se pede mais dois anos de trabalho, fazendo um parêntese gostava de saber como pensam eles que o estado Francês pode suportar durante mais tempo idosos, visto que é dogmático que a esperança média de vida aumenta de década para década, enfim e voltando ao assunto, andam a destruir literalmente a França. Nós por cá passamos do 8 para o 800000000 e o que fazemos? Uma grevezinha.

Isto para dizer que essa greve não vai levar a lado nenhum primeiro, porque o governos e afins colegas partidários já sabem que o povo anda descontente e segundo, porque na situação actual, uma grande greve como a da França, caso fosse o caso, só prejudicaria mais a situação negra de Portugal.

B&A

sábado, 9 de outubro de 2010

Essência Humana

Ainda existem escritos com uma capacidade de nos abrir a alma, incrivelmente fantástica. Publico assim um excerto do livro "O vendedor de sonhos; Agusto Cury"

Certa vez, houve uma inundação numa floresta imensa. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os animais grandes bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais mais pequenos seguiam os seus rastos. De repente, uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na direcção oposta procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: «És louca! O que poderás fazer com um corpo tão frágil?» Os abutres bradaram: «Utópica! Vê se enxergas a tua pequenez!» Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. As suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase a desistir... Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, atirou-se à água e com muito esforço pegou no diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao regressar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: «Maluca! Quer ser heroína!». Mas não parou; muito cansada, só descansou depois de deixar o pequeno beija-flor num locar seguro. Horas depois, encontrou as hienas debaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: «Só me sinto digna das minhas asas se as utilizar para fazer os outros voarem.»
(...)
Há muitas hienas e abutres na sociedade. Não esperem muito dos animais grandes. Esperam deles, sim, incompreensões, rejeições, calúnias e uma necessidade doentia de poder. Não vos chamo para serem grandes heróis, para terem os vossos feitos descritos nos anais da história, mas para serem pequenas andorinhas que sobrevoam anonimamente a sociedade, amando desconhecidos e fazendo por eles o que está ao vosso alcance. Sejam dignos das vossas asas. É na insignificância que se conquistam os grandes significados, é na pequenez que se realizam os grandes actos.

Meu caro Óscar, agora confronto a tua mensagem no livro com a mensagem do livro, este vendedor de sonhos, vende coisas invendíveis para a maioria dos normais.

"A vida é muito longa para se errar, mas assombrosamente curta para se viver."

B&A

domingo, 26 de setembro de 2010

Equilibrem mas é o Mundo

A moda é tramada. Então quando se aplica a objectos sem nexo nenhum, não há quem a perceba.

Já era de admirar que as Power Balance viessem a ter saída de mercado que estão a ter. E é muito simples perceber o porquê. Quantos de nós não tivemos amuletos da 'sorte', que ao fim ao cabo não faziam diferença nenhuma. Só o simples facto que depositarmos tanta confiança e credibilidade num objecto material e de o relacionarmos com os nossos objectivos, a coisa sim, funciona!

Agora não venham com as explicações cientificas, porque se há coisas que a ciência não consegue explicar essa é uma delas. Deixem sim, esse trabalho para os psicólogos, sociólogos e os estudiosos da mente humana, que lá conseguem interpretar uma única valida resposta, a de que o povo é leigo.

Em vez de equilibrarem aquilo que mais anda desequilibrado, não, um individuo qualquer voltou-se a lembrar que enganar as pessoas dá dinheiro. E dá! Uma pulseira a rondar o preço mínimo de 30€ faz qualquer animal rico.

Enfim, acreditem mas é na vossa mente e nas vossas capacidades humanas do que numa pulseira que (não) vos orienta o campo electromagnético e (não) vos dá a possibilidade de serem equilibristas de um dia para o outro.

B@A

domingo, 25 de julho de 2010

IN crisis, OUT crisis

A crise que toda a gente ouve mas que ninguém vê. Esta nova espécie de crise compara-se facilmente como uma nova doença. Muita pessoa conhece mas nem tantos a têm, muitos sabem como se previne e poucos se podem precaver. É como se vive. Na sombra ou na claridade, caso ande na claridade ou na sombra. Não se sabe quem é quem, se a crise que anda enganada ou nós que andamos enganados pela crise.

Esta singularidade acompanha-nos mais a nós, portugueses do que aos outros. Já sabemos como se navega numa tempestade. Sabemos como viver debaixo de fogo, sabemos como chegar ao destino. Mas já soubemos como bem atracar.

Falta qualquer coisa a este mundo. Viver em comunidade, não é simples e sistemas financeiros como estes não ajudam em nada, bem como a base estrutural económica que nos rege e nos dita praticamente o nosso fado.

A sombra do que fomos quer ganhar vida. Quer voltar a ter poder, mas numa base diferente. Deixaremos a base consumo capitalista que somos, para sermos algo melhor?
Um método de vida libertino e materialista, que não nos traz se não desgostos e amarguras nunca será o caminho para o melhor.

Deixaremos este custo de vida para ser algo melhor?

B&A


domingo, 18 de julho de 2010

Coisas

Estupefacto fiquei eu. Assim como quando vemos um carro em contra-mão como se nada fosse, ou como quando os nossos pais nos dizem coisas que nos deixam pensativos ou ainda quando do nada um grupo de rapazes, sem aparente relação amistosa, decide abordar um grupo de raparigas e como se uma troca de palavras não bastasse, avançam para os números de telemóvel.

Foi mesmo isto que eu vi. Numa tarde de bowling (numa grande tade de bowling), quando tal situação se mete à frente dos meus olhos. Fiquei cego. Mas afinal de contas faltei a alguma aula de 'como tratar as raparigas', talvez sim. Ou talvez em dois anos tenham mudado o programa da disciplina drasticamente. Sim, porque por mais que me venham dizer que é normal os rapazes agirem assim, não acredito, até porque as expressões faciais das raparigas fundamentam-me. Até elas ficaram um bocado constragidas.

Já numa conversa com outro colega, veio ao de cima a seguinte situação, (no metro) um grupo de raparigas que estava a fazer um cagaçal do caraças só porque um rapaz de aparente condição física viajava na carruagem de trás. Sim isto já é prefeitamente normal. Claro que as mais inteligentes não manifestam interesse de uma forma tão, evasiva. Fazem nos esperar e esperar e sofrer, até que eles começem a olhar mais para elas. E quando tal acontece (PUM!), já é tarde de mais, e provavelmente ele irá ser o seu puppie.

Sim, enquanto elas forem directas e explicitas, melhor.


B&A


terça-feira, 6 de julho de 2010

Ser verde também custa

(Sim ser do Sporting também custa, mas não é esse verde a que me refiro. O jejum de não ganhar troféus)

Políticos, líderes e afins, encontrei a solução para o desemprego! Não quero ser irrealista, mas a sério, o que vou dizer faz todo o sentido.

Vejamos,

Os países começaram por aderir à separação do lixo doméstico, é verde. Pois é, más aumenta o desemprego da seguinte forma:

Lixo separado -> Estações de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) -> Reutilização em novos produtos (Política dos 3R's)

Implica menos capital humano do que no caso seguinte, em que o lixo não era separado em casa e teria outra viagem:
Lixo doméstico -> Estações de RSU -> Separação de o Lixo Orgânico do não-Orgânico -> Separação do Lixo não-Orgânico -> Reutilização em novos produtos (3R's)

Vejamos agora a energia. Agora anda tudo com a mania das Energias Renováveis, é verde. E de que maneira! Pois bem com esta tecnologia temos o seguinte processo,

Equipamento(Ventoinha Eólica, painel Solar, etc) -> Casa

A maneira com mais capital humano seria,

Combustíveis fósseis(empresas de exploração) -> Empresas de transporte do bem material às centrais -> Central Energética -> Casa

De maneira análoga olhem também para a evolução dos automóveis. Da mudança radical do motor a combustão para os motores eléctricos. Pois é, nunca tinham pensando deste lado da questão.
Esquecem-se do custo de oportunidade meus amigos Líderes Mundiais, esquecem-se que nem sempre a opção mais tecnológica e verde é a melhor.E isto é só um exemplo porque a soma dos outras pequenas mudanças faz perfaz um custo elevadíssimo.

Caro cidadão tome cuidado, não se deixe iludir pelo o que é verde e bonito, ao fim ao cabo também pesa na sua carteira.

B&A

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Verão saiu à rua

Hoje sai à rua e para meu espanto, no espaço de 70 metros começaram-me a escorrer lágrimas, lágrimas de sofrimento. Mas que mal fiz eu ao Mundo para está tanto calor?

É verdade, andar num dia de muito calor na rua, não é para qualquer um, quase que é preciso delinear uma estratégia para chegar onde queremos:

"-Bem, sair de casa e vou até ao metro. Não. É melhor apanhar um taxi, está fresco e ... Não, é caro. Então apanho o autocarro, mudo para o metro na melhor paragem e quando sair do subsolo, sombra com ele."

Isto até é bem pensado, mas há muita gente que sabe pensar bem (parecendo que não) e se optar sair de casa cedo, não pense que os transportes públicos vão estar fresquinhos.

Então cinco coisas que não deve fazer num dia útil de muito calor:

  • Não ande ao Sol, (brilhante ideia);
  • Para o caso das senhoras e outras coisas, não se apetrechem muito! Isto se não tiverem veiculo próprio com Ar-Condicionado, caso contrário vai parecer sei lá o que;
  • Não escolha horas de ponta. Isto se for de transportes públicos. É bem provável que apanhe mais graus lá dentro do que fora, ou um sovaco bem agradável ou ainda um autocarro com as janelas todas abertas, nos casos em que a terceira idade não percebe o termo Ar-Condicionado (ou não quer perceber);
  • Tome um banho de água fria de manhã ou mesmo gelada, irá sentir-se como um gelado calipo, a olhar para o magnum e pensar "Não tarda estás todo, todo cagado. Ser de marca dá nisso";
  • Por último, esquece o traje! Não, não venhas dizer que o que protege do frio protege do calor. Porque achas que a capa muda de região para região? Não não é porque é tradição. (ou se calhar até é).

Resumindo, para aqueles que gostam muito do verão e calor e praia e babes e ... cuidado que não é só o frio que mata.

B&A





domingo, 4 de julho de 2010

Intro

Antes de tudo, vamos ao principio.
Custo de Vida, é um tema bonito mas complexo, é básico e é fundamental.

Penso em recomeçar a minha carreira neste mundo após uma tentativa tentada porque ... porque vejo todos os dias coisas que não se devem fazer, na vida. Umas piores que outras que acabam por nos determinar como seres ou pessoas ou outra coisa qualquer (para não deixar ninguém de lado).

Custo de Vida, relata o valor que certas atitudes têm em relação a outras e de forma a que em tempos de crise, o custo seja pequeno; vou querer ilustrar à luz dos meus olhos, ao som dos meus ouvidos e ao sabor dos meus lábios (quem sabe), a melhor maneira de poupar a vida.

Digo poupar, mas espero não confundir com guardar. Sim. Até porque nos devemos expor a esse mundo todo e inteiro, pois a vida é feita de experiências.

Gosto bastante do título, mas vou gostar ainda mais se conseguir fazer um segundo escrito =).

B & A