No início era o verbo. E o verbo era Deus.
Já lá vai o tempo no qual Deus foi todos os verbos e muito mais tempo ainda, quando fora o único! Hoje o verbo é entre muitas outras coisas, dinheiro! Para alegrias de muitos e tristezas de outros, o Natal torna-se cada vez mais monetário do que moral. Já nem me atrevo a perguntar "Então, que recebeste no Natal?", epá .. a resposta é quase sempre a mesma, acreditem! E enquanto uns se deliciam com novos costumes gastronómicos para a ceia de Natal, outros continuam a gramar com o raio do bacalhau. Não era mais engraçado ter uma sapateira (ou duas) mesmo entre os candelabros com as velinhas vermelhas? É que o preço vai dar ao mesmo! Mas continuemos com a tradição, na cozinha! As prendas e a missa do dia 25, ou para os mais corajosos, a missa do Galo, esses costumes já evoluíram, para pior ou melhor, isso já não sei! Resta-me agora gramar com as teorias económicas e políticas do governo do momento (que de ano para ano parece sempre outro, ainda que só rodem em média em múltiplos de quatro) discutidas em cima da mesa das filhós (e não filhoses queridos familiares!). Fico impávido e sereno a tanta babuseira pronunciada. Espero que seja o vinho caseiro a fazer efeito, se sim, então deste prefiro mesmo não beber!
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